A Wildlife Conservation Society (WCS) realizou um levantamento e análise dos dados obtidos a partir de notícias e informações divulgadas em veículos de comunicação e redes sociais. Esses dados revelam uma preocupante situação de tráfico de vida silvestre na região Andes-Amazônia, abrangendo países como Colômbia, Equador, Peru, Bolívia e algumas regiões do Brasil.
Segundo o monitoramento, mais de 8 mil espécimes foram apreendidos e foram realizadas 129 prisões relacionadas ao tráfico de vida silvestre nesses países. Entre janeiro e junho de 2023, foram identificadas 237 espécies apreendidas, sendo que os mamíferos e aves foram os grupos mais afetados.
Dentre as espécies mais frequentemente apreendidas estão a jiboia, o jacaré-do-pantanal, a arara-canindé e o macaco-prego. Embora essas espécies não estejam ameaçadas de extinção de acordo com a lista da Cites, é importante ressaltar que seu comércio internacional deve ser estritamente controlado para evitar qualquer risco futuro.
As apreensões relatadas nos diferentes países incluem casos como o resgate de macacos-da-noite em um laboratório na Colômbia, a apreensão de onças-pintadas e aves através de uma operação no Equador, o confisco de partes de animais silvestres e tatus taxidermizados em duas feiras no Peru, o confisco de partes e derivados da onça-pintada na Bolívia, e a apreensão de carne de caça no estado do Amazonas, Brasil.
Além disso, o levantamento dos dados mostrou que há processos judiciais em curso relacionados ao comércio ilegal de vida silvestre nos países mencionados. Três casos já tiveram condenações impostas, com pena de prisão mais longa registrada no Peru.
Embora as autoridades de controle estejam se esforçando para combater o comércio ilegal, esses números são apenas uma fração do que realmente acontece, devido à dificuldade em identificar e combater esse crime.
Essa prática criminosa representa um perigo não apenas para as espécies envolvidas, mas também ameaça a saúde pública devido ao risco de propagação de doenças. Além disso, o tráfico de vida silvestre está relacionado a redes criminosas envolvidas em outros crimes, como tráfico de drogas, seres humanos, armas, lavagem de dinheiro e corrupção. Por todas essas razões, é essencial proteger a fauna silvestre, seu habitat natural e apoiar iniciativas de conservação.
Nesse contexto, a Aliança para a Vida Silvestre e as Florestas, promovida pela União Europeia e implementada pela WCS e WWF, busca combater o tráfico de vida silvestre e de madeira, contando com o compromisso da comunidade em proteger a biodiversidade e participar de ações de conservação.
Fonte: D24am








