O Corpo de Bombeiros Voluntário de Barra Velha – CBVBV, completa no próximo dia 30 de outubro, 28 anos de atuação na região, atendendo desde a um simples resgate de animal a acidentes graves com encarceramento de vítimas ou incêndios de grandes proporções.
E de Setembro a Dezembro, o CBV de Barra Velha, foi escolhido para ser a nova entidade beneficiada com o Troco Solidário da Havan, uma ação promovida há anos pela empresa e que ao longo dos tempos tem beneficiado direta e indiretamente, milhares de pessoas com o apoio irrestrito dos clientes, que cedem parte do troco, destinados posteriormente às instituições selecionadas.
E dessa vez, a ideia de cadastrar o CBVBV veio de uma figura muito importante na cidade, quando o assunto é auxiliar o próximo: Francico Hang. Morador da região, desde sempre Francisco esteve muito preocupado e envolvido com ações sociais.
Ele e a primeira dama, Karla de Vargas, a ‘Karla Kris’, madrinha da instituição, se uniram e diante da situação delicada, financeiramente falando, que a Corporação vem enfrentando nos últimos tempos e decidiram desenvolver projetos para auxiliar.

“Por sorte, entramos em contato com os responsáveis na Havan, mostramos o trabalho desenvolvidos pelos Bombeiros Voluntários, o papel fundamental e a importância que eles têm dentro da cidade e deu certo”, explica Francisco.
HISTÓRIA – Ao longo de quase três décadas, a atuação do Corpo de Bombeiros Voluntários em Barra Velha, mesmo com tantas dificuldades, tem sido exemplar. Mas, para que uma entidade como essa, sem fins lucrativos, consiga manter a prestação de serviço de urgência e emergência a toda população ‘barravelhence’, com excelência, existe um custo, e bem alto, cerca de R$ 50 mil por mês.
Segundo Kelly Paloco, uma das veteranas e presidente da Associação do CBV de Barra Velha, a instituição funciona como uma casa, só que bem maior e com muito mais veículos e pessoas.
O prédio, muito antigo, mas que abriga a sede do Corpo de Bombeiros Voluntários local, foi cedido pela União. E para que tudo funcione, para que as contas de luz, água, documentação das viaturas, manutenção e aquisição de equipamentos, vestuários e todas as necessidades do prédio e da equipe, sejam supridas, o CBVBV depende de doação.

“O nosso trabalho não termina quando deixamos a vítima na unidade médica, assim como os nossos custos. Além do deslocamento até o local do acidente, até a unidade hospitalar e no retorno à unidade, continuamos gastando combustível. E não é só isso, é um conjunto, desde a limpeza e manutenção das mangueiras utilizadas num grande incêndio aos gastos com pneus. É uma luta diária para a captação de recursos”
Atualmente, segundo Kelly, a equipe é composta por 72 socorristas, voluntários, ativos que trabalham em esquema de plantão 24 horas por dia. “Não queremos que as pessoas lembrem da nossa existência apenas quando sofrerem um acidente, porque nós estamos aqui literalmente nos doando em prol do próximo, deixamos nossas casas, a companhia dos nossos familiares, para estar à disposição de pessoas desconhecidas, simplesmente porque acreditamos que a nossa doação de alguma maneira será benéfica a alguém”.
HAVAN – Elida de Assis, é gerente de loja de Barra Velha, e com uma equipe de colaboradores esteve conhecendo as instalações do Corpo de Bombeiros Voluntários e trouxe a boa notícia às guarnições. Em lócu, eles conheceram toda a estrutura e as necessidades da instituição.
“O ‘Tropo Solidário’ é uma campanha que a Havan desenvolveu para contribuir com as entidades locais da cidade. Por meio dos nossos caixas, arrecadamos o troco ofertado pelos nossos clientes. E a cada quatro meses fazemos o repasse para a entidade escolhida. Atualmente o tempo de arrecadação é de quatro meses, mas a partir de janeiro a empresa vai estender para seis, assim conseguiremos atender duas instituições por ano, mas com um valor maior”, explica Elida.
A campanha, segundo a gerente, é feita na rádio interna da loja e nas mídias locais, de forma que todos os clientes fiquem sabendo e continuem ajudando a contribuir com a sociedade. “Aqui em Barra Velha já auxiliamos muitas instituições. Aqueles centavos de troco que para o cliente não faz muita diferença, se somado, com certeza vai ajudar muito”.

Dentre os critérios para seleção, a Havan busca entidades com projetos de engajamento que realmente tragam algum benefício à sociedade. “E sobre o Corpo de Bombeiros Voluntários, não temos nem o que questionar, eles ajudam uma cidade inteira, inclusive atuando em apoio à ocorrências em cidades vizinhas. Um trabalho louvável e digno de todo apoio que possamos dar”.
E com certeza o troco será muito bem-vindo, pontua Kelly. “Nosso agradecimento a cada uma das pessoas que colaborar, será nossa dedicação ainda maior ao que nós sabemos e gostamos de fazer, que é auxiliar o próximo”.
AUXÍLIOS – Parte dos custos mensais da instituição são mantidos com o apoio financeiro da prefeitura local, num total de R$ 12 mil, graças a um convênio, mais R$ 3,5mil cedidos pela Companhia de energia Celesc e essa semana segundo Francisco Hang, existe ainda a possibilidade da Casam, a empresa de água, também poder colaborar financeiramente.
“E nesse caso também vamos depender da população. Através de um termo de doação, ela pode destinar qualquer valor que será acrescentado à conta de água”, concluiu Francisco.








