A Prefeitura de Barra Velha junto à Secretaria de Saúde e Saneamento e o Centro de Atenção Psicossocial (Caps) oferecem oficinas terapêuticas diárias aos pacientes em tratamento de saúde mental.
De acordo com a assistente social e coordenadora do Caps, Viviane Montanari, “a ação busca potencializar a recuperação e substituir as internações psiquiátricas”.
O Caps segundo a coordenadora, atende pessoas com diagnóstico de demência, transtorno de humor, bipolaridade, esquizofrenia, transtorno depressivo grave, ideação suicida, transtorno psicótico com comando de voz, transtorno mental e comportamental devido ao uso de álcool e drogas com surto e crise psicótica.
O clínico geral Rafael do Amaral, está se especializando em psiquiatria e atua no Caps desde novembro de 2021. O médico explica que as atividades são inseridas no plano terapêutico singular, a partir do diagnóstico do paciente.
O profissional exemplifica alguns casos já trabalhados: Depressão e ideia suicida são direcionados para psicoterapia de grupo, pacientes com transtorno por uso de álcool e drogas são direcionados ao grupo de DQ – Dependência Química.
“Já o grupo de família, trabalha com os familiares dos pacientes em tratamento intensivo, àqueles que estão internados. O objetivo é fortalecer laços familiares permitindo esse retorno para o lar e possibilitando a continuidade do tratamento ambulatorial no CAPS”, ressalta o médico.
Um dos atendidos pelo Caps, Maicon Ignacio, está em tratamento de depressão e ansiedade. O quadro clínico dele é considerado estável.
Para ele, o serviço se tornou essencial. “Aqui, por exemplo, com as terapias, com as conversas, com as oficinas conseguimos sair desse mundo que só existe na nossa cabeça”.
Atividades externas também estão presentes na rotina dos usuários do serviço. Passeios ou festas temáticas acontecem uma vez por mês e demonstram bons resultados.
Ainda segundo o médico, as ações “otimizam os resultados do processo terapêutico, favorecendo oportunidades para os participantes melhorarem a capacidade de se comunicar e se relacionarem com os outros”.
No mês de maio foi realizada visita ao Museu Oceanográfico, localizado na cidade de Balneário Camboriú.
Lilian Lucena acompanhou a filha participante ativa das oficinas: “Minha filha tem problemas de interação e mental, ela ficou muito feliz em passear. A semana toda ansiosa aguardando”.

Viviane se sente feliz ao observar o retorno e o resultado dos atendimentos. “Prevenção é tudo. Nossa missão é manter os pacientes estabilizados evitando possível internações”
E vem novidade, no dia 29 deste mês irá acontecer o ‘Arraiá do Caps”, uma confraternização que promete muita música e comida típica.
DIRETRIZES – De acordo com as diretrizes do Caps, as estratégias podem ser expressivas, culturais, geradoras de renda, incluindo também aula de pilates, oficinas terapêuticas ocupacionais, psicoterapia em grupo, grupos da família e de dependência química.
Em 2023 o Caps já realizou mais de 4 mil atendimentos. No momento 40 pacientes estão inscritos nas aulas de Pilates e 32 participam das oficinas terapêuticas. O grupo de dependência química possui 28 participantes, já o grupo de família tem 12 participantes e a psicoterapia conta com 4 grupos de 10 integrantes em cada grupo.








