Uma operação do Ibama em Santa Catarina recolheu na segunda-feira, 19, mais de 5 mil (5.322) quilos de ova de tainha obtidos ilegalmente.
A apreensão da iguaria ocorreu após uma investigação ter identificado que um grupo de suspeitos estaria usando notas fiscais frias para fraudar pescados de origem criminosa.
Um dos documentos falsos indicava, inclusive, que um barco abandonado à beira de uma estrada em Laguna, no Litoral Sul do Estado, teria sido usado para pescar 14 toneladas de tainha há duas semanas.
A apreensão da ova de tainha foi feita em Porto Belo, no Litoral Norte, na empresa de congelamento de pescados que comprou a carga. O proprietário disse que não sabia que ela era ilegal.
O dono da carga foi identificado pelo Ibama e será multado em mais de R$ 2 milhões, valor calculado de acordo com a pesagem do que foi apreendido.
O Ibama ainda avalia que a mercadoria não ficaria no Brasil, já que, no mercado internacional, ela tem alto valor agregado por ser tratada como uma iguaria culinária.
Ela geralmente é exportada para países da Ásia. De lá, também pode ser vendida para Europa, onde chega a valer até 300 euros o quilo.
A apreensão é mais uma que aconteceu dentro da Operação Mugiu, comandada pelo Ibama desde o início de maio.
Ela tem o objetivo de combater a pesca, o transporte e o beneficiamento ilegal em todos os estados que contam com a pesca da tainha.
Anteriormente, a operação apreendeu mais de 200 toneladas de tainha e de ova. Na semana passada, ela já tinha recolhido mais de oito toneladas do pescado, também com origem irregular.
Desta vez, toda a ova apreendida foi doada para o Programa Mesa Brasil SESC de Joinville, que vai direcionar o alimento para instituições sociais da cidade.
Fonte: NSC Total








