Na última contabilização divulgada pelos pecuaristas que tivera um prejuízo milionário, 1.071 cabeças de gado morreram por consequência das baixas temperaturas que ocorreram durante a semana em Mato Grosso do Sul.
As mortes ocorreram principalmente na região da Nhecolândia, no Pantanal sul-mato-grossense. Com isso o prejuízo inicial está avaliado em R$ 3 milhões aos produtores da região.
Segundo o presidente da Agência Estadual de Defesa Animal e Vegetal (Iagro), Daniel Ingold, 368 dos óbitos ocorreram em uma fazenda de Rio Verde de Mato Grosso, 200 na Nhecolândia e 25 bezerros morreram em Corumbá.
Dados do Inmet mostraram que na madrugada da última sexta-feira, 16, os termômetros marcaram 11°C em Corumbá, com sensação térmica ainda mais baixa: 9°C.
“Foram as temperaturas registradas mais baixas desse ano. Se continuar assim é possível que ocorram mais mortes”, afirmou o presidente.
As mortes dos animais estão atreladas a uma severa hipotermia e o gado pantaneiro pode sofrer ainda mais com o frio.
Seguno Daniel, o gado é mais adaptável ao clima quente e a queda brusca de temperatura deixa os animais mais expostos.
“O que aconteceu é uma inversão. Os animais que estão com o corpo quente estiveram expostos a uma temperatura muito baixa. Com umidade elevada, vento e frio, fica mais difícil dos animais resistirem”, explica Ingold.
Para evitar que isso ocorra, segundo especialistas, o mais importante é estar atendo a dieta e boa alimentação do rebanho antes da chegada das baixas temperaturas. Ele precisa estar ‘gordo’, pois a couraça funciona como um cobertor térmico.
A maior parte das mortes ocorreu em locais com escassez de pasto e ausência de abrigos naturais ou até mesmo artificiais, segundo Daniel. Em algumas propriedades, os pecuaristas espalhara diversas fogueiras para aquecer o rebanho.








