A paraense Manuela Vitória de Araújo, 19, presa no dia 31 de dezembro de 2022 no aeroporto de Bali, na Indonésia, com quase 3 quilos de cocaína e psicotrópicos, corria um sério risco de ser condenada à pena de morte pelo crime de tráfico internacional de drogas, mas ela acabou escapando por um fio.
Depois da prisão em flagrante, ‘Manu’ foi encaminha ao presídio e cerca de dois meses após o indiciamento, o julgamento teve início em meados de Abril, mas chegou ser adiado, inclusive por motivo de doença no tradutor que auxiliaria durante os procedimentos.
O advogado de Manuela no Brasil, Davi Lira da Silva, sempre apostou numa pena mais branda e por fim esse dia chegou. Hoje ela acabou recebendo a sentença de 11 anos de prisão e uma multa de 1 bilhão de rúpias indonésias, equivalente a mais de R$ 300 mil reais.
De acordo com o causídico, caso essa multa não seja paga, dois anos de prisão serão adicionados à pena. “O pior já passou, foi um milagre”, referindo-se à sentença, visto que muitos esperavam uma pena de morte. Embora a defesa esperasse uma sentença de oito anos, o advogado considera o resultado positivo dada a gravidade da acusação por dois crimes.
Nas duas últimas semanas, durante instrução de julgamento, Manuela chegou pedir perdão ao país, mesmo alegando que tivesse sido enganada por uma organização criminosa, pois sempre afirmou “não saber o que estava carregando nas malas”.
Silva destaca a possibilidade de progressão de regime, com expectativa de que Manuela cumpra apenas cerca de seis anos de prisão.
Manuela tinha residência no Pará, norte do país, e em Florianópolis, onde morava com a mãe. Ela chegou trabalhar vendendo perfumes e lingeries e tinha como sonho ser surfista, apesar de não praticar.








