A autônoma K.L.A., de 36 anos, morreu por volta das 12h30 de hoje, mais de 24 horas após ter sido atropelada. Há quatro meses ela havia sobrevivido a um tiroteio onde dois comparsas acabaram mortos. Ela tinha várias passagens pela polícia e o acidente não tem ligação com o atentado. A informação exclusiva ao danimeller.com, dá conta de que ela não resistiu e morreu no Hospital e Maternidade Marieta Konder Bornhause, em Itajaí.
Segundo a Polícia Militar, o acidente que acabou culminando com a morte de K., aconteceu na manhã de ontem após perseguição de um civil a um suspeito de furto de veículos.
Quando a Polícia Militar chegou na rua Floresta em Piçarras, o homem responsável por causar o acidente já estava detido por populares. Segundo informações obtidas com testemunhas, ele é conhecido na região pelo crime de furto de veículos.
Ainda de acordo com os relatos, ao perceber que estava sendo perseguido por um civil, o suspeito na condução de um veículo automotor, empreendeu fuga em alta velocidade. Durante o acompanhamento ele acabou perdendo o controle batendo no muro de uma casa e atropelando a mulher.
Ela, que ainda se recuperava do tiro que atingiu o ombro durante o atentado, ficou gravemente ferida após o atropelamento, foi socorrida e encaminhada a Unidade de Pronto Atendimento de Piçarras, até ser transferida para o Hospital e Maternidade Marieta Konder Bornhause em Itajaí.
Já o condutor do carro continuou fugindo a pé, invadiu várias propriedades até ser finalmente imobilizado. Assim que os policiais chegaram ele recebeu voz de prisão pelo furto do veículo, dirigir sem habilitação, omissão de socorro e lesão corporal culposa em acidente de trânsito. Agora, com a confirmação da morte e até a conclusão do inquérito policial, a tipificação criminal deve mudar.

O CASO – Os crimes aconteceram na madrugada do dia 06 de fevereiro na rua Ilhota em Balneário Piçarras, litoral norte de Santa Catarina. Dois homens, de 34 e 36 anos, comparsas da mulher, foram assassinados a queima roupa. O local é conhecido como “Querosene”, onde há um intenso fluxo de tráfico de drogas.
Segundo a Polícia Militar que atendeu o caso à época, homens encapuzados passaram atirando e os disparos atingiram as três vítimas. Os comparsas da mulher morreram na hora, ela se fingiu de morta e ficou debaixo de um dos corpos.
A vítima de 34 anos já tinha passagens policiais por tráfico de drogas, furto e ameaças, já o de mais velho respondia por furto, ameaça e roubo. Ambos era faccionados e na hora do atentado a mulher estava sobre efeito de entorpecentes e no dia foi socorrida pelos Bombeiros Militares.








